A batalha de Montevidéu – Na bola, no braço e na raça!

Numa noite em que tudo caminhava para o fracasso, o Alviverde mostrou mais uma vez do que é capaz. O elenco está mais unido do que nunca, e demonstrou que claramente nunca desiste. Com alma batalhadora, o Palmeiras segue fazendo história nesta edição da Copa Libertadores.

Palmeiras vem colecionando vitórias épicas na competição. (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

O JOGO

Com um começo completamente atípico, somado com o erro do treinador na escalação e os jogadores errando fundamentos básicos, o Palestra virou uma presa fácil para o limitado time do Peñarol. Eduardo Baptista montou um esquema com três zagueiros na parte ofensiva, e na recomposição com um 5-4-1, porém, foi engolido por um time que apenas aproveitou os erros dos visitantes. Aos 12 minutos, em um lance polêmico, Affonso abriu a contagem para os uruguaios. Pouco tempo depois, os mandantes ampliaram aproveitando novamente um erro de posicionamento da zaga alviverde. Jose Arias aproveitando desvio acertou um voleio para marcar o segundo gol.

Na etapa complementar era necessário que o Palmeiras voltasse com uma postura completamente diferente, e Eduardo Baptista conseguiu com maestria. Com as entradas de Willian e Tchê Tchê, o Verdão foi absoluto e fez por merecer a virada. Alterando a estrutura tática para o habitual 4-1-4-1. Jogadores como Guerra e Jean cresceram muito de produção, o lateral deu duas assistências para a remontada palestrina. Logo aos três minutos, Willian pegou sobra de cruzamento e fez um gol de placa, era o tento que dava vida aos visitantes na peleja. Aos 18, Yerry Mina quebrou um galho de centroavante e aproveitou o grande cruzamento de Jean para igualar o placar.

Yerry Mina comemorando seu gol marcado diante do Peñarol. (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Com sangue nos olhos, o Palmeiras cresceu ainda mais e engoliu os donos da casa. O domínio era tanto, que os uruguaios ficaram completamente assustados. Aos 27, Guerra acertou um belo chute que obrigou o arqueiro fazer uma grande defesa, mas no rebote, Jean deixou Willian sem goleiro para a épica virada palestrina em território inimigo.

Willian comemorando o seu segundo gol na partida. Era a virada do Palmeiras. (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

PÓS-JOGO

Após o apito final, cenas lamentáveis e a covardia de uma equipe que nunca soube perder tiveram mais influência do que o próprio jogo, que por sinal, foi excelente. Que teríamos confusão, era mais do que óbvio, mas o que houve no estádio Campeón del Siglo foram cenas de selvageria e que toda essa cena já havia sido planejada.

Se o Palmeiras não agisse com precaução, uma tragédia poderia acontecer dentro do campo e nos vestiários. 14 seguranças foram trazidos pela diretoria já imaginando que a confusão poderia acontecer.

O foco dos jogadores do Peñarol era Felipe Melo, mas também partiu pra cima de outros atletas. Willian e Fernando Prass ficaram com hematomas no rosto, já Egídio chegou a ser agredido por um jornalista local que usara seu próprio equipamento para machucar a delegação do Palmeiras.

Fernando Prass sendo cercado por 6 integrantes da delegação do Peñarol. (Foto: Felipe Zito)

Felipe Melo está marcado pelos uruguaios desde a sua primeira entrevista, e após levarem a virada, não perderam a oportunidade de tentar agredi-lo. Porém, o volante demonstrou ser bom com a bolas nos pés e também na briga. Se os atletas não se fechassem e não contassem com a ajuda dos seguranças, o problema seria ainda maior.

Felipe Melo acertando soco no rosto do atleta que o perseguia após o apito final. (Foto: EFE/Raúl Martínez)

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