Com Clubismo #1 A análise de Palmeiras 0 x 2 Corinthians

O Com Clubismo será uma série de textos onde torcedores analisaram os jogos de seus respectivos times do coração. Para começar, um Corinthiano analisará o jogo entre Palmeiras e Corinthians.

 

Clássico é clássico. Clássico é um jogo a parte. Clássico não tem favorito. Clássico é um campeonato diferente. Essas são algumas das frases que sempre se encaixam em qualquer rivalidade do futebol mundial, menos em um Palmeiras x Corinthians. Simples bordões não são bons o bastante para descrever o indescritível que é esse jogo e ontem, tivemos mais um capítulo escrito na história centenária do Derby.

O Palmeiras jogava em casa com o estádio tomado somente de verde e branco – aliás a torcida única não impediu mais uma morte de um torcedor no futebol brasileiro. Eram quase 40 mil vozes cantando e apoiando Fernando Prass, Tchê Tchê, Mina, Edu Dracena, Egídio, Thiago Santos, Bruno Henrique, Guerra, Dudu, Róger Guedes e Willian enquanto os corinthianos espalhados pela capital paulista depositavam suas esperanças em Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo, Arana, Gabriel, Jadson, Rodriguinho, Maycon, Romero e Jô.

O duelo começou equilibrado e como seria durante toda a partida: os donos da casa dominavam as estatisticas de posse de bola e finalizações. Os ataques principalmente pelo lado esquerdo da defesa alvinegra obrigavam a Romero exercer seu papel defensivo com excelência. Ofensivamente não era diferente e o jogo parecia se desenhar pelo lado do atacante paraguaio.

Segurando muito bem o ímpeto dos palestrinos e com contra ataques bem orquestrados, o gol não tardou a sair. Romero, em uma jogada que parecia morta pela ponta esquerda, encontrou Arana infiltrando na área e Bruno Henrique o derrubou, pênalti claro. Jadson chamou a responsabilidade e como em 2015, cobrou de maneira impecável e indefensável. 1 a 0 para o Corinthians.

Outro fator a se elogiar é a defesa o Timão. Pode parecer óbvio se tratando do time menos vazado da competição e que não sofre gols desde a vitória contra o São Paulo. No entanto, vale ressaltar que Pablo(se machucou no aquecimento e atuou lesionado) e Balbuena se saíram muito bem nas muitas bolas aéreas e ainda mais contra Mina, um ótimo cabeceador de 1,95m de altura. Na única falha na linha de impedimento, Cássio em mais uma atuação segura machucou sua mão mas não deixou a bola entrar em dividida com Thiago Santos.

Também é importante destacar os principal erro corinthiano no clássico: os erros de passe. Para um time que joga nos contra-ataques quando atua fora de casa pode não parecer tão grave, porém os passes errados sobretudo na transição defensiva e no último passe antes da finalização poderiam ter prejudicado mais a equipe. Com sorte, os erros não foram aproveitados pelo adversário e as chances desperdiçadas não fizeram falta.

Junto com o jogo contra o Vasco, foi melhor primeiro tempo de Carille e seus comandados jogando longe de Itaquera no Brasileirão. Já na segunda etapa, Bruno Henrique deixou o campo para a entrada do centroavante Borja e a pressão aumentou ainda mais. Nesse momento, o tão comentado “saber sofrer” foi essencial para o Timão, que sufocado não conseguia criar mas suportou a torcida toda contra e um rival desorganizado atacando de qualquer maneira em busca do empate.
Eficiente como sempre, o 2 a 0 veio novamente em uma grande assistência de Romero para Guilherme Arana. Dessa vez, o lateral chutou cruzado e definiu o placar. O Allianz Parque se calou como em poucas vezes foi visto e o Palmeiras, mesmo com zagueiro virando atacante, não ameaçou a defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro em mais nenhuma oportunidade. Enquanto a invencibilidade de jogos sem derrota no Allianz caiu para os palmeirenses, o Corinthians continua invicto no campeonato com 35 pontos em apenas 13 rodadas, recorde na era dos pontos corridos.

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Matheus Moura

Estudante de Jornalismo, fanático por Futebol e apaixonado pelo Corinthians.