Como joga o Racing? Adversário do Corinthians na Sul-Americana 2017

Colaborou com o texto: Bronson

 

Em 2017, o Racing disputa somente a quarta Copa Sul-Americana de sua história. A melhor participação foi em 2002, quando eliminaram o River Plate na primeira fase e foram eliminados logo em seguida, após enfrentar o San Lorenzo. Nas outras edições (2012 e 2013) a equipe foi eliminada na fase nacional em confrontos contra Cólon e Lanús, quando perdeu os dois jogos para ambos.

O CLUBE

Fundado em 25 de março de 1903, o Racing Club de Avellaneda é um dos cinco grandes clubes da Argentina. O maior campeão do futebol amador argentino já passou por graves crises financeiras, risco de falência e rebaixamentos e mesmo assim, conta com uma legião de torcedores apaixonadas e uma história muito rica: em 1967, foi o primeiro de seu país a conquistar a Copa Intercontinental. Em 1988, o pioneirismo se repetiu no título da Supercopa Libertadores. Já passaram pelo clube de Avellaneda grandes jogadores como Diego Milito, Camoranesi e Diego Simeone.

A TORCIDA

A ‘hinchada’ do Racing é uma das mais fanáticas de todo o Planeta. Assim como a corinthiana no Brasil, é conhecida como a mais fiel do futebol argentino. Seus torcedores não deixaram de apoiar a equipe mesmo após os anos na segunda divisão e um longo jejum de títulos importantes. As pesquisas não entram em consenso sobre o tamanho de sua torcida, que tem por volta de 3 milhões e meio de pessoas e já apareceu como a terceira maior do país.
Como em todos os principais times do sul do continente, as barras bravas também estão presentes em Avellaneda. Recentemente, 51 membros da La Guarda Imperial – fundada em 1951, é a principal organizada – foram detidos pela polícia quando estavam armando uma emboscada contra torcedores do Lanús. Suas outras barras são a Los Racing Stones e La Barra Del 9.

O ESTÁDIO

O Estádio Presidente Juan Domingo Perón, conhecido popularmente como “El Cilindro“, é o terceiro maior da Argentina. Inaugurado em 1950, possui capacidade para mais de 50 mil torcedores e já foi sede da abertura dos Jogos Pan Americanos de 1951 e do primeiro jogo das finais da Copa Libertadores de 1967. No entanto, o fato mais curioso é que o Cilindro já recebeu uma final de Sulamericana. Foi em 2007, quando o Arsenal de Sarandi enfrentou o América do México na decisão e se sagrou campeão. Apesar do título, os visitantes ganharam o jogo na Argentina.

COMO VEM PARA O JOGO

O Racing vive um processo de reconstrução: atletas campeões em 2014 saíram do clube na última temporada, como é o caso de Bou, Videla, Aued e Gastón Diaz. Com isso, incorporou 9 nomes e os destaques são Triverio, Ibarguen e Soto.
Diego Cocca – tradicionalmente adepto do 4-4-2 ou do 4-3-3 – tem alterado radicalmente sua filosofia para encontrar uma forma de jogo mais equilibrada. Na atual temporada vem adotando em vários jogos (iniciou na partida de volta contra o Ind. Medellin) o 5-3-2, onde busca uma marcação zonal de média pressão no meio e encaixes defensivos e jogo associativo no próprio campo.
Tais escolhas ocorrem para dar maior espaço para os meias transitarem e trocarem de posicionamento na busca do desmarque. Zaracho e “Pulpo” Gonzalez são os que carregam a função de distribuir jogo e avançar as linhas do meio campo. Os desfalques de Pillud e Grimi devem dar lugar a Solari e Soto.
O time vinha de uma derrota surpreendente em casa na Copa Argentina por 4 a 2, após estar vencendo o Olimpo por 2 a 0. No último final de semana, fez 4 a 1 no Temperley, porém sem mostrar um funcionamento completo e uma identidade mais nítida de como quer jogar e em qual nível de entendimento o futebolístico tem estado o elenco.

Os gols de Racing 4 x 1 Temperley, pela segunda rodada do Campeonato Argentino

 

É bastante provável que Cuadra e Ibargüen iniciem no banco e sejam a alteração planejada para mudar a cara do time no decorrer do jogo diante do Corinthians.
A equipe gostou de jogar com 5 homens atrás, especialmente contra times dispostos a atacar, pois os laterais acabam tendo mais liberdade para atacar. O ponto fraco dos comandados de Cocca são a sobrecarga do meio-campo e o desgaste nos 90 minutos dos três marcadores, que precisam correr mais do que correriam num habitual sistema com quatro na segunda linha de marcação.
Em suma, ‘La Academia’ tem um apetite por futebol que anda sendo controlado por seu treinador, que prefere não se expor tanto nos primeiros minutos porém isso não implica em ausência de ofensividade, como já lançam alguns setoristas do clube paulista.

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Matheus Moura

Estudante de Jornalismo, fanático por Futebol e apaixonado pelo Corinthians.