Cruzeiro chegou à final da Copa do Brasil com muita resiliência e transpiração

Por: Iron Luiz Milagres

Apesar de um 2017 irregular, título da Copa do Brasil premiaria convicção da Diretoria.

Ainda que o trabalho do Mano Menezes não me agrade de modo geral, ele possui méritos por colocar à equipe em sua sétima final de Copa do Brasil. Foto: SuperEsportes

Não foi fácil para o Cruzeiro chegar à 7ª final de Copa do Brasil. Desde o início, o time enfrentou adversários tradicionais e muitas vezes passou perto de ser eliminado. Nesses momentos, mostrou grande poder de superação e jogadores engajados na busca por uma conquista nacional.

Ainda que o trabalho do Mano Menezes esteja abaixo das expectativas de modo geral, ele possui méritos por ter conseguido superar adversidades encontradas durante cada fase e sobreviver na competição. Foram deixados pelo caminho: São Paulo, Chapecoense, Palmeiras e Grêmio. Contra todos esses adversários, o Cruzeiro enfrentou grandes dificuldades e conseguiu se sair delas aliando bom comportamento tático, força na bola parada e capacidade de sofrer quando necessário.

Junto dele, estão alguns jogadores fundamentais nesse árduo caminho: Thiago Neves, Diogo Barbosa, Fábio e Hudson.

Fábio, Diogo Barbosa, Hudson e Thiago Neves são os verdadeiros pilares desse Cruzeiro finalista da Copa do Brasil.

Thiago Neves é o jogador com maior número de assistências nessa Copa do Brasil (6). Dentre elas, algumas fundamentais como a que gerou o gol de cabeça do Hudson contra São Paulo (ida) e Grêmio (volta). Além disso, é o segundo da competição que mais finaliza certo (12) e marcou 2 gols. Um desses — de falta — permitiu ao Cruzeiro avançar contra o São Paulo, mesmo após perder em casa por 2×1.

Diogo Barbosa lidera o fundamento de passes certos (440) e deu 2 assistências. Foi dele o gol de empate contra o Palmeiras no jogo de volta das quartas de final que garantiram a equipe na semifinal.

Hudson se tornou um talismã da equipe no torneio. Marcou dois gols, o mais importante diante do Grêmio e está em 4º lugar dentre os que mais desarmaram(21) no campeonato (2° do Cruzeiro).

Fábio foi responsável por duas defesas fundamentais no jogo de ida contra o Grêmio em Porto Alegre que garantiram sobrevida ao Cruzeiro no Mineirão. Também defendeu um chute complicadíssimo do Barrios no início do jogo e pegou um pênalti do Luan na decisão. Decisivo.

Cruzeiro lidera várias estatísticas nessa Copa do Brasil, o que comprova que a chegada até à final não foi apenas casualidade.

Mano Menezes não apresenta nenhuma revolução tática, faz o feijão com arroz e preza por um time organizado, como podemos observar nas imagens.

Cruzeiro já possui um padrão definido de jogo que se repete diante de qualquer adversário ou situação, como demonstra a imagem.
Para defender, duas linhas de quatro compactas. O objetivo é roubar a bola e sair em velocidade de modo mais vertical possível.

Time base: Fábio, Ezequiel (Romero), Murilo, Léo e Diogo Barbosa; Henrique, Lucas Silva (Hudson), Alisson, Thiago Neves, Robinho (Élber); Rafael Sóbis (Raniel).

O melhor momento da equipe nessa Copa do Brasil foi o primeiro tempo jogado contra o Palmeiras, pelas quartas de final. Naqueles 45 minutos iniciais, o time soube se defender bem, sair em velocidade e aqueles padrões citados acima foram bem executados: Lado esquerdo forte, meia se projetando na área para marcar gols, o nove de mobilidade saindo da área e criando espaços, triangulações…

O Flamengo será um adversário duríssimo nessa final, possui bons jogadores e um técnico que acabou de chegar e que vem dando novo ânimo e organização ao time. Mas é impossível ignorar o que o Cruzeiro vem fazendo no torneio até aqui. Não há nada decidido, mas se tem um clube que mostrou resiliência e gana por essa taça, esse é o Maior de Minas.

Saudações celestes,

@Iron_fall 


Iron Luiz mora no Espírito Santo desde que nasceu e tem no Cruzeiro Esporte Clube a certeza de que Minas Gerais é o seu lugar.

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