Da desconfiança ao tricampeonato

O jogo era de oitavas da Copa do Brasil de 2013, o Cruzeiro receberia o Flamengo no Mineirão. A Raposa era favoritíssima para o confronto, com uma equipe que era líder do Brasileirão e que possuía um elenco fenomenal: Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro, Borges, Willan, Fábio etc.

Por outro lado, o Fla beirava a descrença e a zona de rebaixamento. O clube não conseguia duas vitórias consecutivas sobre o comando do técnico Mano Menezes.

O jogo de ida foi de ampla dominância dos donos da casa, que abriram o placar com gol de Willian “Bigode” e ampliaram numa belíssima jogada de Éverton Ribeiro, dando um chapéu em Luiz Antônio.

O clube carioca conseguiu diminuir com o gol de Carlos Eduardo. O jogador, que marcou seu primeiro gol pelo time, esbanjou alegria na comemoração e a esperança reacendeu-se para conseguir a classificação no jogo de volta no Maracanã.

No dia 28 de agosto de 2013, a volta, marcou uma data histórica para a nação rubro-negra. O Cruzeiro com sua superioridade técnica, liderança no Brasileiro e vantagem no 1º jogo em casa, não resistiu aos gritos dos 50.000 torcedores que incendiaram o Maraca.

Mano Menezes escalou um time ofensivo, com Carlos Eduardo, Rafinha e Marcelo Moreno a fim de buscar o gol da classificação. Ele veio aos 43 minutos do segundo tempo (número que parece ser da sorte para o Flamengo, não é, Pet?) e foi uma explosão de euforia.

Paulinho avançou pelo lado direito do campo e encontrou Elias dentro da grande área, que bateu de primeira no canto esquerdo de Fábio para selar a classificação rubro-negra. O impossível estava acontecendo.
Nas quartas o Flamengo encarou Botafogo. Mano Menezes havia pedido demissão após a derrota para o Atlético Paranaense em pleno Maracanã por 4×2. E Jayme de Almeida, auxiliar técnico, foi quem passou a comandar o time.

No jogo de ida, apenas um empate em 1×1, com gols de André Santos e Edílson. Mas na volta, a equipe de Seedorf não conseguiu segurar o ímpeto rubro-negro. Em noite iluminada de Hernane Brocador, o atacante liderou o time com 3 gols anotados, num atropelamento por 4×0 e com a classificação assegurada.


Nas semifinais, o Flamengo finalmente era o favorito. No jogo do Serra Durada, Paulinho abriu o placar, mas o empate do Goiás veio aos 38 minutos com Vítor, após Elias ser desarmado por Viçosa. E após falta cobrada pelo zagueiro Chicão, o Fla garantiu a vantagem na ida. 1×2. Walter não deitou, nem rolou.

No Maraca, o Goiás até assustou os donos da casa com o gol de Eduardo Sasha. Mas o Flamengo não demorou muito para empatar o jogo depois de uma bela troca de passes entre Elias e Hernane. O Brocador mais uam vez deixou o dele e a partida aqueceu. Não demorou muito para Elias colocar os donos da casa na frente novamente depois de um lindo chute, sem chances para o goleiro Renan. Passagem carimbada para a grande final.

A primeira batalha

O Flamengo pegou o Atlético Paranaense na final, mesma equipe que venceu o vendeu por 4×2 no Brasileirão, njogo que foi determinante para a decisão de Mano Menezes de sair do clube. O Atlético tinha um time muito forte e havia eliminado times como Palmeiras, Internacional e Grêmio.

O time de Vagner Mancini quebrou todas as expectativas. Com muita velocidade, o técnico escalou Everton, Paulo Baier, Marcelo Cirino, Éderson e Ciro pra buscar a vitória em casa.

A partida de ida foi marcada para o estádio Durival Britto, em Curitiba. A expectativa era grande para ver os dois goleadores em ação, de um lado Hernane, e do outro Éderson. Mas a partida foi decidida mesmo em duas pancadas de fora da área.

A primeira foi de Marcelo Cirino que, após passe de Paulo Baier, sacudiu a rede em um chute que atingiu 129km/h, sem chance alguma para o goleiro flamenguista.

O empate seguiu-se momentos depois após outro chute de fora da área de Amaral, o cão de guarda, que fazia apenas o seu segundo gol como profissional. A comemoração fez jus ao apelido.

Festa rubro-negra no Maracanã

Com um público de aproximadamente 67 mil torcedores no Maracanã, Flamengo e Atlético travaram o último duelo da 25ª edição de Copa do Brasil. O rubro-negro carioca querendo conquistar seu terceiro título da competição após vencer em 1990 e 2006. Enquanto o Furacão chegava pela primeira vez a uma final.

Bastava apenas um empate sem gols para o Flamengo se sagrar tricampeão. Vagner Mancini estava sem uma de suas peças principais de seu elenco: o atacante Everton, suspenso para a decisão.

No jogo, o Fla pôde criar mais chances. Empurrado pela torcida, utilizava o que tinha de melhor em seu elenco. O time buscava jogadas pelas laterais do campo, a fim de encontrar jogadores como Paulinho e Luiz Antônio. Ambos criavam jogadas para a pequena área a procura de Hernane.

Brocador acertou um lindo voleio e Weverton salvou, para desespero dos flamenguistas. Em seguida, o atacante perdeu outra grande chance, mas Paulinho pegou o rebote, fez uma linda jogada para cima de Deivid, e deixou Elias na cara do gol para fazer 1×0. Depois, Luiz Antonio deu um belo passe para Hernane decretar o título para o Flamengo.

Por onde andam os principais heróis do Tri?

# Jayme de Almeida
Jayme assumiu interinamente o clube após a demissão do técnico Zé Ricardo. Dirigiu a equipe carioca por somente 2 jogos (vitória contra o Palestino do Chile por 5×0 pela Copa Sul-Americana e derrota para o Atlético Mineiro por 2×0 pela 20ª rodada do campeonato brasileiro). Com a chegada do colombiano Reinaldo Rueda, Jayme voltou para o cargo de auxiliar técnico do rubro-negro.

# Amaral
O volante que marcou o gol de empate no primeiro jogo da final, deixou o Flamengo e foi defender o Vitória. Disputou 87 jogos pelo clube baiano e marcou 3 gols Atualmente o jogador está sem clube.

#Hernane, o Brocador
Depois de terminar o ano de 2013 recheado de conquistas individuais, como artilheiro da Copa do Brasil, Campeonato Carioca, Taça Guanabara, e do Flamengo no ano, na temporada 2014 passou por uma série de lesões que o impediram de jogar no mesmo.

Hernane deixou o clube em agosto de 2014 e jogou no Al-Nassr da Arábia Saudita, no Sport e hoje defende as cores do Bahia.

# Carlos Eduardo
O meio campista voltou para seu ex-clube, Rubin Kazan da Rússia, em março de 2014. Depois voltou ao Brasil para defender o Atlético Mineiro em abril de 2016. Hoje em dia defende as cores do Vitória.

# Elias
Elias sempre foi muito elogiado pela maior torcida do Brasil, porém não conseguiu atender os apelos da nação rubro-negra e deixou o clube com destino ao Corinthians. Lá, ainda conseguiu ser campeão brasileiro de 2015. Hoje, Elias é jogador do Atlético Mineiro.

# Paulinho
O jogador deixou o Flamengo para defender o Santos. Teve passagens também por Vitória e CRB. Hoje, Paulinho defende as cores do Guarani e sua principal motivação é subir o clube para a Série A.

# Luiz Antônio
Luiz Antônio foi determinante para a vitória na final contra o Atlético Paranaense. Além de uma assistência para Hernane, Luiz foi eleito o melhor jogador em campo naquela noite de 27 de novembro de 2013.

Todavia, o ano de 2014 não foi um dos melhores para o jogador rubro-negro. Devido a supostas dívidas trabalhistas não pagas pelo clube, a situação entre clube e jogador começaram a se romper.

Nos anos seguintes, o jogador passou por clubes como Sport Recife, Bahia e hoje defende a Chapecoense.

# Samir
Vindo do Audax no ano de 2011, Samir se destacou dentro das categorias de base do clube rubro-negro. Não demorou muito para o zagueiro chegar ao elenco principal. Samir foi essencial para o flamengo nos jogos das finais da Copa do Brasil, no 1 jogo entrou no lugar de Chicão, já no segundo, foi titular fazendo dupla de zaga com Wallace.

Em 2015 foi acertada sua ida a Udinese, clube italiano pelo qual também jogou o maior ídolo rubro-negro, Zico. Depois acabou sendo emprestado para o Verona.

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