Léo Lacerda. 260 jogos, 520 falhas.

Tarde de domingo e mais um jogo do Cruzeiro patético de Mano Menezes. Era de se esperar mais 90 minutos de sofrimento, como tem sido normal nos últimos meses. Realmente aconteceu. Um primeiro tempo de dar dó, criação inexistente, um futebol resumido em chutes de fora da área e o famoso “cruza-cruza”. Ainda assim, tínhamos a bola, não corríamos riscos e o goleiro adversário tinha feito boas defesas. Bastava possuir um bom equilíbrio defensivo que a vitória chegaria, mas infelizmente, com um tal de Léo Lacerda tudo fica muito mais complicado.

Um cruzamento despretensioso na área, um zagueiro virando as costas pro lance e Júnior Dutra deslocando Fábio. Os avaianos abriam o placar no seu primeiro chute a meta. O zagueiro no lance? Um homem que já conseguiu ser capitão da equipe Celeste, que é somente o 5º zagueiro com mais jogos da história cruzeirense e mais de 7 anos de casa. Gênio incompreendido.

Leonardo Renan Simões de Lacerda, Robin Hood do futebol brasileiro, aquele que tira os pontos dos ricos (opa, não está tão fácil assim) e entrega aos pobres. Um cara com velocidade invejável, com um bote preciso como poucos no Brasil possuem e com um currículo de seleção brasileira. Incontestável, assim deve ser. Incontestável!

Qualidade na bola aérea? Nem preciso comentar, 1,84m de puro vigor físico. Manda por cima que o Léo tira, nem há necessidade de se preocupar. Além disso, lá na frente ainda faz o papel dos atacantes. São 17 gols marcados, caramba, como alguém contesta esse homem.

Somente um gringo, fraco e que enganou um continente inteiro durante uma Copa Libertadores da América pode atrapalhar Léo Lacerda. Ainda bem que de Caicedo nós nos livramos. Ainda bem. O Manoel está voltando! Dedé também! Ao lado de Léo teremos a melhor zaga do Brasil. Como essa defesa vai voar na mão de Mago Menezes. A Copa do Brasil já é nossa!

Infelizmente, tudo isso é ironia. Mas tudo bem, o zagueiro Léo é cruzeirense, é de amor que nós precisamos agora. Não precisamos de explosão jovem, como enxergamos em Murilo, não precisamos de um zagueiro que jogue de cabeça em pé, como o equatoriano Caicedo, não precisamos de um zagueiro muito bom na bola aérea, como Bruno Viana e Fabrício Bruno eram. Precisamos de amor. Então me faça um favor, zagueiro Léo. Se o senhor é cruzeirense, demonstre seu amor, entregue um pedido oficial, com firma reconhecida em cartório, para sumir. Sumir do Cruzeiro Esporte Clube. Agradeço a compreensão, boa sorte para seu traseiro de jabuti.

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