O mundo inteiro teme “La Bestia Negra”

Fala galera, no meu primeiro post aqui no Sem Clubismo FC resolvi falar um pouco sobre meu amor pelo futebol e principalmente, sobre meu amor por esse gigante chamado Cruzeiro. Antes que eu me esqueça, eu me chamo Yuri Laurindo, sou de BH e tenho 16 anos (pelo menos 10 de estádio, “digassi de passagi”).

Desde pequeno o futebol fazia parte da minha vida, os almoços de família eram marcados por histórias, sempre contadas por meu pai e um tio, de jogos de 1960, contos do que realmente era o verdadeiro futebol. Me recordo de sentar com meu pai na mesa da sala, quando tinha cerca de 5 anos (SIM!!!!) para conversar a respeito de táticas, notícias, tudo sobre futebol e ele com o bom e velho danone.

A minha primeira lembrança do futebol com torcedor, infelizmente é de uma decepção: a eliminação da Libertadores de 2004. Foi uma tristeza aquele dia, a frustração do meu pai foi enorme e a partir dali pude perceber como o futebol era uma paixão que interferia no nosso dia-a-dia. Com uma grande frustração logo de cara eu deveria ter deixado de lado, mas aquilo me tornou um cruzeirense de verdade, que não deixaria o time de lado “nas boas ou nas más”. 

A partir daquele momento o futebol tornou parte de mim e me uniu ao meu pai. As histórias na mesa passaram a se tornar dádivas, tudo que meu pai dizia eu absorvia. Lembranças do Cruzeiro e Santos de 66, lembranças da Libertadores de 76, do Mundial de 76, diversas crônicas de um torcedor como meu pai. Contos de grandes dribles, chutes, de ídolos, como Tostão, Piazza e Dirceu Lopes (e como meu pai venera esse “tal” de Dirceu Lopes).

Eu não sabia jogar bola, por isso ouvir as histórias e o estudo do jogo eram minhas prioridades, mas a maior delas era TORCER. Sempre com meu pai, desde o antigo Portão 6 do Mineirão, passando por Arena do Jacaré, Independência e o Novo Mineirão, os domingos a tarde eram sempre os melhores e as noites sempre sem voz.

Os anos de 2013 e 2014, anos dos mais recentes títulos brasileiros foram os mais marcantes, mas não só pelos títulos, sim pela situação em torno deles. Em 2013, meu pai começou a ter complicações com a saúde, mas ele nunca quis deixar de ir ao estádio. Em 2014, ele descobriu o câncer e a partir dali a dificuldade passou a aumentar, mas ele sempre queria ir. Nesse ano, ele foi internado, fez a cirurgia para a retirada do tumor em semana de Copa do Brasil, mais precisamente semana de Cruzeiro e ABC. Ele ficou alguns dias no CTI e não conseguiria acompanhar a partida, mas por acaso, conseguiu a liberação para o quarto no dia do jogo e conseguiu acompanhar. Foram tempos difíceis, mas que valeram a pena quando ele se recuperou a tempo de ir, comigo e com minha irmã, no jogo da entrega da taça. Ao lado dele eu chorei igual um bebê, chorei igual a um torcedor de verdade quando vê o primeiro título do seu clube ou quando vê seu time sendo rebaixado (ou não rs) mas chorei por saber que ver mais um título ao lado do meu pai era sensacional, mesmo quando as situações extracampo não ajudam.

Hoje ele não está na melhor forma, mas continua indo comigo no estádio, passando raiva infelizmente com a situação atual da equipe, resmungando e reclamando por não ver mais um Dirceu Lopes em campo. Paciência, acima de tudo amamos o Cruzeiro é o que interessa.

Por: Yuri Laurindo

 

 

 

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