Por mais pessoas como Rodrigo Caio

No clássico de domingo entre São Paulo x Corinthians, a atitude de Rodrigo Caio, zagueiro do São Paulo, surpreendeu a todos os fãs de futebol. O defensor isentou Jô, jogador do rival, de uma suposta agressão no goleiro Renan Ribeiro, o que levaria o atacante a ser punido com um cartão amarelo e uma consequente suspensão para o próximo jogo.

A ação do defensor são paulino, que deveria ser um ato corriqueiro; de tão rara que é em nosso país, está sendo tratada como algo fora do normal para um ser humano em meio a uma competição. Obviamente que o gesto deve ser referenciado, entretanto, isso só ajuda comprovar como atitudes honestas ainda são pouco presentes na nação e em seu futebol.

Segundo Nelson Rodrigues: “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.” A frase do maior cronista esportivo brasileiro da história é um reflexo do setor social na qual ele estava inserido e que desde sua morte, em 1980, pouco havia mudado.

Já no Século XXI, pensamentos como esses parecem, finalmente, estarem com os dias contados. O Brasil vai avançando em sua transparência e por isso, passa por um momento singular em seus mais de 500 anos de história: o país da malandragem começa a desmantelar o maior esquema de corrupção já descoberto em sua existência. A Operação Lava Jato mostra ao povo que certas condutas não são o melhor caminho para uma sociedade e com isso, atos de honestidade devem se tornar cada vez mais comuns em toda a população, inclusive na política e no esporte.

 

Como um eterno sonhador, eu espero sinceramente que 2017 seja o ano da mudança e que atitudes como as de Rodrigo Caio, tornem-se inerentes ao dia a dia esportivo e principalmente, social.

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Matheus Moura

Estudante de Jornalismo, fanático por Futebol e apaixonado pelo Corinthians.