Sport Club do Recife – O Despertar da Paixão!

Caros leitores, como meu primeiro post no blog Sem Clubismo FC, gostaria de começar pela minha apresentação. Meu nome é Gabriel de Lima Gouveia, tenho 18 anos e sou natural do Recife, “a Veneza brasileira”. Dizem que os pernambucanos são um pouquinho megalomaníacos, acho que com o decorrer das postagens vocês vão acabar descobrindo o porquê. Desde pequeno sou apaixonado por futebol, assim como a maioria de vocês. E essa paixão nem sempre fez minha mãe muito contente. Foram inúmeras as vezes em que pude ouvir “Gabriel, para de bater bola dentro de casa!”, acham que eu obedecia?! Pois é… (mãe, caso esteja lendo isso saiba que era muito difícil parar).

Continuando a minha história. Atualmente moro em Brasília. Por conta do trabalho do meu pai vivo peregrinando pelo Brasil desde os sete anos de idade, quando deixamos o Recife. De lá pra cá já morei em outras cinco cidades das quais carrego com muito carinho muitas lembranças e memórias.

Enfim, saí da minha cidade natal com apenas sete anos, geralmente é por volta desta idade que a criança vai criando seus gostos e identificações. Já me considerava torcedor do Sport aos cinco, quando ganhei minha primeira camisa do time. Meu tio Guilherme me deu como presente de aniversário. Mas nunca havia ido à Ilha do Retiro, nem assistido muitos jogos ou coisas do tipo. Era apenas um menino que gostava de jogar futebol, ficava feliz quando ganhava e quando perdia não me importava.

A maioria das crianças se apaixonam por algum time quando alguém de sua família as leva ao estádio para ver os jogos ou até mesmo quando vê-los pela televisão. Mas comigo foi diferente. O Sport, infelizmente, não é visto pela grande mídia nacional como algo muito atrativo. Raramente os jogos são transmitidos, nos programas esportivos poucas vezes é lembrado, nos jornais mostram apenas os gols e por aí vai. Então como alguém conseguiu criar uma identificação tão grande por um time convivendo tão pouco com o mesmo, sem assistir aos jogos na TV e etc? A resposta eu não sei. Mas creio que isso só aconteceu por esse time ser o Sport. A nossa torcida é com certeza a mais peculiar entre todas do Brasil. É a única capaz de ir do “Infelizmente o rebaixamento já é realidade…” ao “RUMO À TÓQUIO!” em questão de minutos. Como num dos jogos mais memoráveis que pude assistir, após sair perdendo por dois gols de diferença em casa contra o Flamengo o Sport marcou quatro gols em oito minutos e levou a torcida do campeão de 87 ao delírio nas bancadas da Ilha. Esse e muitos outros jogos me fazem ter a certeza de que esse sentimento é único da nossa torcida e que somente os verdadeiros rubro-negros sabem o que é felicidade. Pois já dizia o saudoso Ariano Suassuna que “felicidade é torcer pelo Sport.” Uma paixão descontrolada, uma doença sem cura, uma razão para viver. Já sorri, chorei, me emocionei, comemorei, gritei, festejei e acima de tudo levei essas duas cores com muito amor por onde andei. Na vitória ou na derrota o Sport sempre será motivo de orgulho para os milhões de seguidores de Guilherme de Aquino. E quando me perguntam “Pra que time torce?” Eu sempre terei orgulho em responder que sou Sport, sou cabra da peste, sou do Maior do Nordeste.

Sejam todos bem vindos ao espaço do único campeão brasileiro de 87, da Copa do Brasil de 2008, dos 40 títulos estaduais e dos três regionais! Espero que passem por aqui mais vezes e que tenham gostado da leitura.

Pelo Sport TUDO!

 

 

Por:Gabriel Gouveia.

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