Vaias Durante a Partida

Todos sabem que é um hábito comum do torcedor brasileiro dar aquela cornetada no jogador do próprio time. Mas vaiar a equipe ou até mesmo alguém em específico durante a partida é saudável?

Essa é uma polêmica antiga, mas que, ano após ano, vem à tona quando alguma equipe passa por uma crise ou uma má fase geral e um atleta se pronuncia publicamente para reclamar da atitude dos torcedores.

Nos dois últimos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, o atacante Fred foi extremamente vaiado após atuações ruins no decorrer da competição, tornando-se um dos principais símbolos da “cornetagem” no Brasil.

O caso mais recente foi do lateral Renê, do Sport, que foi muito vaiado na derrota do Leão, em casa, para o Corinthians, pela quarta rodada do Brasileirão 2016. Tanto o defensor quanto toda a equipe vivem um inferno astral, amargando a última colocação do campeonato e sem vencer há sete jogos. “Acho que eles têm o direito de vaiar depois que eu sair. Aconteceu isso e eu até aplaudi, mas durante o jogo eu acho que a torcida tem que apoiar todo mundo.”, disse o prata da casa.

As torcidas, não só de futebol, mas como de todos os esportes, devem entender que além de atletas profissionais, os jogadores são seres humanos representando milhares de torcedores. E pelo dinamismo e heterogeneidade do ser, é impossível definir se as vaias vão servir como incentivo para melhorar ou se vão deixá-los ainda mais nervosos, fazendo com que caiam mais de produção.

Pela maioria dos relatos de jogadores de alto nível, as vaias durante a partida acabam por atrapalhar no rendimento,mas segundo os mesmos, são bem vindas ao término do jogo, pois o torcedor está no direito de protestar após um resultado ruim.

Sabe-se que o torcedor é infinitamente mais passional do que racional, principalmente dentro do estádio. Muitas vezes enfrenta trânsito na ida e na volta, paga caro no estacionamento, no ingresso, na comida, na camisa oficial do time e acima de tudo é um apaixonado por seu clube. O que torna as vaias durante a peleja extremamente compreensíveis, mas abrindo espaço para que sejam repensadas, visando o melhoramento do atleta e da equipe.

Por: Gabriel Gouveia

 

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta