Analisando os reforços do Sport para 2018

Analisando os reforços do Sport para 2018

Num ano de poucas competições atrativas a serem disputadas, o Sport entregou o mais modesto pacote de contratações de início de temporada dos últimos anos. Preocupante? Sim, muito. Mas compreensível, tendo em vista a crise financeira vivida pelo clube na reta final de 2017 e a ausência de grandes desafios no primeiro terço de temporada.

Foram mais saídas do que chegadas e o elenco para 2018 se vê muito enfraquecido após a maior venda da história do clube que, infelizmente, coincidiu com a maior perda. Diego Souza fará muito falta. Deixa uma lacuna irreparável para um time que foi tão acostumado desde 2014 com a DSdependência. Pior ainda é pensar na reposição, mas isso deixaremos mais pra frente.

Hoje, analisaremos de uma forma rápida os reforços do Leão para a disputa do Campeonato Pernambucano e para as primeiras fases da Copa do Brasil. Fora da Copa do Nordeste por preferência questionável da direção, o Sport se encontra obrigado a utilizar o fraquíssimo estadual para fazer ajustes na equipe até a estreia do Campeonato Brasileiro.

Nelsinho Baptista, de volta após 10 anos no futebol japonês, terá um desafio e tanto para ajustar a pior defesa das últimas duas edições do Brasileirão. E é vinda de trás que nossa análise se inicia.

Léo Ortiz

Tido como promissor na base do Internacional, Ortiz conviveu com a oscilação quando teve suas maiores oportunidades como titular do Colorado em 2017. Mesmo com a irregularidade, o zagueiro fez 31 partidas e se destacou pela velocidade na recomposição e com lançamentos que resultaram em bons ataques. Atualmente, o jovem deve ser a quarta opção para a posição, estando atrás de Durval, Ronaldo e Henríquez na fila do professor Nelsinho.

Felipe Rodrigues

Contratado após disputar o Brasileirão de Aspirantes pelo Santos e o Paulistão com o Audax de Fernando Diniz, o lateral também pode atuar como volante e zagueiro por ser muito forte fisicamente. Desconhecido da maioria, inclusive deste que vos fala, Rodrigues deve ter pelo menos alguma qualidade na distribuição para ter sido titular nas equipes do treinador que mais valoriza a troca de passes curtos no Brasil. O jogador de 22 anos chega para compor elenco. Disputou 38 partidas em 2017 e marcou 3 gols.

Capa

Com boas partidas no último Brasileirão pelo Avaí, chega para ser a reposição do chileno Mena, contratado pelo Bahia. Muito bem na fase ofensiva, se destacou com arrancadas e também nas interceptações, tendo uma das melhores médias da competição neste fundamento. Deve disputar posição pau a pau com Sander, que possui mais características defensivas. Acredito que pro começo de temporada, onde o Sport será obrigado a propor o jogo, Capa será bastante acionado.

Com a saída de Patrick para o Internacional, o Sport perdeu uma peça de extrema importância na permanência na Série A no ano passado. A reposição ideal ainda não foi efetuada e o Leão hoje conta com o retorno de empréstimo de meninos da base, uma contratação contestada e uma incógnita.

Pedro Castro

Chegando com extrema rejeição da torcida pela passagem apagada pelo Santa Cruz em 2015, Pedro é o tipo de jogador que não costuma agradar as arquibancadas. Titular do Avaí no último Brasileirão, o jogador conviveu com duras críticas por cadenciar excessivamente o jogo e não ser muito de correr atrás da bola. Lembra um pouco o estilo do volante Wesley, que não deixou muita saudade na Ilha do Retiro. Sua grande qualidade é o chute de fora área, que o rendeu 3 gols em 2017.

Fellipe Bastos

O volante chega ao Leão após um ano de poucas oportunidades no Corinthians. Com boas passagens pelo Brasil no início da década, Fellipe tentará se reerguer no cenário nacional, no estilo de contratação que agrada a torcida rubro-negra e que não sai caro para os cofres do clube. O atleta de 28 anos costuma atuar como volante pela direita, onde tem liberdade para avançar e abusar de seu chute fortíssimo. Além disso, apresenta uma boa bola parada. O ponto fraco nas últimas temporadas ficou por conta da falta de ritmo por não vir tendo sequência. Errava passes bobos e cansava rapidamente.

Os atacantes de lado apresentaram um futebol deprimente em 2017. Com exceção de Everton Felipe, ninguém conseguiu se firmar como titular e Marquinhos, Osvaldo, Rogério e Lenis ficaram se alternando entre várias atuações bizarras. Para suprir essa carência, a melhor pedida seria a recuperação do futebol de Rogério, mas o Sport já tratou de apresentar duas novas peças.

Gabriel

Em contratação comemoradíssima (pela torcida do Flamengo), o meia-atacante chega para fazer o que não faz desde 2012: apresentar um bom futebol. Com 28 anos e mais de 200 jogos pelo rubro-negro da Gávea, Gabriel nunca conseguiu agradar aos treinadores e torcedores. É uma grande incógnita, mas fiquemos na torcida para que o mesmo recupere o que mostrou nos tempos de Bahia. Disputou 30 jogos em 2017, quase todos vindo do banco, e marcou 3 gols.

Marlone

Velho conhecido dos leoninos, o ‘galego’ que fez sucesso em 2015 busca reviver a boa fase ao lado do atacante André. Após ser pouco utilizado pelo Corinthians em 2016, Marlone foi emprestado ao Galo, onde encontrou forte concorrência e não conseguiu espaço. É o jogador de lado com melhor trato com a bola do elenco atual e terá a missão de ser o principal armador da equipe nesse início de 2018. Atuou em 28 partidas em 2017 e marcou 3 gols.

Num balanço geral, o Sport inicia 2018 enfraquecido, mas com elenco suficiente para conquistar seus objetivos nas primeiras fases da Copa do Brasil e buscar a taça do melancólico Campeonato Pernambucano. Parte considerável do que o time entregará passa pelas mãos de Nelsinho Baptista, que pareceu mais um escudo da direção do que uma contratação por filosofia de jogo. Para o Brasileiro, será extremamente necessário mais um combo de reforços. Um zagueiro unanimidade, um lateral direito, outro ponta e uma referência técnica para o meio.

Só nos resta torcer.

PST.

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